Sobre a beleza: da música renascentista à música dos nossos dias
À semelhança do que Franz Liszt fez com Après une lecture du Dante, Paul Van Nevel concebeu este programa após a leitura de Hypnerotomachia Poliphili (O Sonho de Poliphilo), de Francesco Colonna (1432–1527). Nesta obra singular, Colonna descreve a busca onírica de Poliphilo pela sua amada Polia. O sonho retrata com pormenor minucioso todos os elementos estéticos que moldam o universo sensorial de Poliphilo: a arquitetura, a natureza (até aos aromas), as flores, as joias, a literatura e a música, a dança, a cultura da Antiguidade, a elegância física, os rituais antigos e, acima de tudo — naturalmente — o amor, com todos os seus prazeres e desilusões lançados por Cupido.
Paul Van Nevel sobre este programa:
«Após ler O Sonho de Poliphilo, compreendi que os ideais de beleza do Renascimento funcionam como uma ponte que liga todas as épocas estilísticas: da Idade Média (Petrarca) ao Renascimento (os madrigalistas e polifonistas), e até ao século XIX, tão fascinado pelas culturas antigas (Liszt). Este programa não trata do Renascimento, mas sim da beleza — inspirada pela definição que surge na primeira edição do Dicionário Van Dale (1872, p. 936): Romantismo: gosto pela Idade Média.»
- No âmbito deste recital, terá lugar na Sala Lopes-Graça, também no dia 22 de maio, às 18h30, a conferência O belo em som – viagem através dos séculos por Manuel Pedro Ferreira.
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O El Corte Inglés apoia o Programa de Mediação de Música Erudita do CCB.