Tomé é uma curta-metragem de ficção que acompanha Carolina, uma jovem de vinte anos, que cuida do seu pai, Tomé, ex-professor de 50 anos, ao qual foi diagnosticado um glioblastoma há 6 meses. A narrativa alterna entre os momentos de cuidado e convívio dentro de casa, e os momentos de maior liberdade da Carolina fora dela. Assistimos a momentos: do tratamento, de rotina e de escapismo pessoal. Carolina deseja não sofrer o peso do que a rodeia e do que está por vir, quer voltar à despreocupação e à independência próprias da idade, contudo, responsabiliza-se pelo pai. Tomé desde os primeiros sinais do glioblastoma sofre de amnesia anterógrada, o que lhe oferece uma grande benesse: tem apenas a consciência parcial da situação em seu redor e quando essa consciência é total, também é temporária. Para combater essas perdas de memória Tomé tira notas num caderno, uma memória portátil e seletiva, enquanto Carolina transporta toda a memória da situação e das dificuldades do percurso terapêutico do pai e em simultâneo, transporta a noção do seu inexorável falecimento. Um fardo que ela não sabe se é capaz de carregar, de todo.
Realização e argumento: André Fournier Assistente de realização: Tatiana PereiraChefe de Produção: Bruno Cassiano Direção de fotografia: Daniel LagartoAssistente de imagem: Ema Leal Chefe eletricista: Vítor EmanuelDireção de Som: Tiago Guinhos Montagem: André Sanguedo Anotadora: Inês DiasMaquilhagem: Rosa Marques Assistente de Produção: Jiotirmay ShuvaElenco: Barbára Machado (Carolina), Diogo Lima (Tomé) e Rebeca Cunha (Paula)Apoios: Câmara Municipal do Funchal, Universidade Católica Portuguesa eEscola das artes do Porto. Crowdfunding Orientação: Carlos Ruiz Carmona e Marco Martins
curta-metragemcinema-portuguesficcao