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SUMMARY:O AMOR É FODIDO
DESCRIPTION:Teatro • M/18 Descrição COMPANHIA JOÃO GARCIA MIGUEL O AMOR É F
 ODIDO O que propomos é uma obra que trate do amor com todas as peças — uma
  espécie de Romeu e Julieta contemporâneo em que os amantes se enganam rec
 iprocamente suicidando-se para o amor\, continuando apesar de tudo: vivos.
  Há uma resistência\, uma vontade de se começar o que ainda não se começou
 . O amor dá muito trabalho e perdura até ao dia da nossa morte. Há uma von
 tade de rir e de nos divertirmos com a vida. Com tudo o que dói e tudo o q
 ue nos alegra. Preparem-se as ferramentas. Digam-se coisas. Fale-se incess
 antemente do amor. Quando chegar o momento\, deixaremos de ser homens e mu
 lheres. Seremos apenas seres fodidos. Reconheceremos o nada e tudo o que s
 omos. Desesperados por recomeçar. Forçamos a inteligência com as habilidad
 es do amor até que o amor se foda. A inteligência começará então a desapar
 ecer. Mas voltaremos a insistir\, afinal somos amorosos e humanos. Há mome
 ntos em que parece que quase vemos. Depois continuamos cegos. As obras lit
 erárias por um estranho fascínio que as recobrem tornam-se mitos\, perdura
 m no tempo e vão-nos falando. Em direto e em diferido. Falam com aqueles q
 ue as leem e com os outros que nada sabem delas porque apenas ouviram dize
 r. As obras mais atraentes e enganadoras são aquelas que se apresentam com
 o testemunhos íntegros e insuspeitos que lhes dão um valor de certeza defi
 nitiva. Os autores\, os sofredores dos factos\, limitam-se a descrevê-los 
 tal como nós os teríamos vivido. Parece que somos atirados de corpo e ment
 e para dentro daquilo que foi feito e que agora nos é narrado. Levam-nos a
  acreditar que estamos ali. Somos o actor e afinal estamos vivos. Há uma c
 ompleta identificação. É o caso da obra: O Amor É Fodido do Miguel Esteves
  Cardoso. É um livro de uma época e de um estranho personagem que por lá s
 obreviveu. Todos lá estivemos e por lá vivemos: no amor e no que no amor n
 os fode. Qual é\, então\, a vantagem\, de o contar de novo? Ou de o vestir
  de novo? O autor diz-nos que há algo de sinistro numa mulher que só usa r
 oupa uma vez. Como haverá\, dizemos nós\, algo de identicamente sinistro e
 m vestir sempre a mesma roupa. É igual com o amor. Há algo pecaminoso em v
 estir-nos de amor uma vez e de novamente repetir a dose. Ao entrar para de
 ntro do círculo amoroso\, fica-se marcado para a vida. Quem lhe experiment
 a o sabor percebe que a coisa vai correr bem e surpreende-se depois: mas a
 final a coisa pode correr assim tão mal? Quando o abismo chega pergunta-se
 : porque é que nos fodemos com o amor? Porque não resistimos. É do mal que
  nos faz. E já agora do bem que nos deu. Parece estar mesmo a pedir. E o q
 ue é que nos pede o amor? Pede que algo em nós se mostre: o mostrengo que 
 se esconde e habita nas profundezas. Pede ao monstro que saia. O amor pede
  que essa parte de cada um de nós se mostre e em simultâneo se esconda. É 
 por isso que o amor é fodido. Tudo o que não resistimos de mostrar através
  do amor tem logo de seguida necessidade de se esconder. As testemunhas\, 
 os documentos\, os gestos\, os traços\, as cicatrizes\, as lágrimas e os s
 orrisos obscurecem o amor\, pois tudo o que fazemos são estratégias para o
  disfarçar e foder. Encolhemos o rabo para esconder tesão. Quem nunca? Ou 
 interrompemos a coisa e fazemos uma pausa para falar da lista das compras.
  Vamos ficando cegos. E continuamos. João Garcia Miguel Ficha Técnica Text
 o: Miguel Esteves Cardoso Adaptação\, encenação\, espaço cênico e interpre
 tação: João Garcia Miguel Assistencia a Dramaturgia: Michael Margotta Dire
 ção executiva: Suzana Durão Direção técnica: Bernardo Santo Tirso Figurino
 : Rute Osório de Castro Fotografia: Mário Rainha Campos e Natacha Ventura 
 Assistência de direção: Paulo Oliveira e Gustavo Antunes Apoio à Direcção 
 Artística: Ademir Emboava e Ramadane Matusse Produção: Janice Mayamona Apo
 io Técnico: Léo Emílio Contabilidade: Irene Gaspar Comunicação e Design Gr
 áfico: Natacha Ventura Comunicação Digital: Miguel Durão Hilário Registo e
 m vídeo: Bruno Canas Costureira: Teresa Matos Assessoria de imprensa: Cana
 l Aberto – Márcia Marques\, Daniele Valério e Carina Bordalo\nBilhetes/inf
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